O Sporting confirmou este sábado o seu bom momento de forma ao vencer o Nacional por 2-0, em jogo da quinta jornada da I Liga, com o resultado final a ficar muito aquém do que os leões criaram em Alvalade. A equipa de Rui Borges controlou o encontro do início ao fim, tendo o golo de penálti de Luis Suárez, aos 32 minutos, desbloqueado uma partida que se apresentava algo emperrada até então.
A grande penalidade, que resultou de uma falta sobre Maxi Araújo, acabou por ser o elemento chave para abrir o marcador, num jogo onde o Sporting sentiu algumas dificuldades nos primeiros minutos face a um Nacional compacto. A equipa da casa mostrou-se, por vezes, lenta na circulação e previsível no ataque, mas a eficácia acabou por falar mais alto.









Já na segunda parte, o cenário mudou com vantagem evidente para os leões: um passe sensacional de Debast encontrou Luis Suárez no corredor contrário e este, sem hesitar, serviu Flávio Gonçalves para o jovem fazer o 2-0, num lance de grande qualidade que trouxe tranquilidade à equipa e aos adeptos leoninos.
O jogo apresentava contornos especiais para o Nacional, que atravessou uma semana atribulada com a saída de João Gião, a primeira “chicotada psicológica” da temporada. O comando técnico ficou entregue a Bruno Abreu, treinador interino, que assumiu a equipa após apenas três treinos.
Apesar da derrota, Abreu mostrou-se orgulhoso da atitude dos seus jogadores, que procuraram ser organizados e dificultar a vida ao Sporting, mesmo sabendo das dificuldades de jogar em Alvalade. O Nacional até conseguiu segurar o resultado durante boa parte do primeiro tempo, mas a qualidade individual dos jogadores do Sporting acabou por fazer a diferença.







Ficha de Jogo: Sporting 2-0 Nacional
| Competição | I Liga Portuguesa – 5.ª Jornada |
| Data | 5 de setembro de 2026 |
| Estádio | Estádio de Alvalade, Lisboa |
| Público | 48.699 espectadores |
| Resultado ao intervalo | Sporting 1 – 0 Nacional |
Onzes Iniciais
| Sporting | Nacional |
|---|---|
| Rui Silva (GR) | Renato Marin (GR) |
| Iván Fresneda | Léo Santos (C) (Deivison, 46′) |
| Zeno Debast | Chico Gonçalves |
| Gonçalo Inácio (C) | Zé Vitor |
| Maxi Araújo (Vagiannidis, 78′) | Wesley Gasolina |
| Sergi Altimira (Andersen, 87′) | Matheus Dias |
| Doumbia | Markus Jensen (Obando, 62′) |
| Geny Catamo (Luís Guilherme, 67′) | Kololo |
| Zalazar (Ioannidis, 67′) | Stavros Gavriel (Matchoi Djaló, 73′) |
| Flávio Gonçalves | Miguel Baeza (Daniel Júnior, 80′) |
| Luis Suárez (Irankunda, 67′) | Pablo Ruan (Laabidi, 62′) |
| Treinador: Rui Borges | Treinador: Bruno Abreu |
Árbitro: João Pinheiro
VAR: Pedro Ferreira
Ação disciplinar: cartão amarelo para Maxi Araújo (05′), Sergi Altimira (20′) e Jensen (48’)
Golos…
| Golo | Minuto | Assistência | Jogador |
|---|---|---|---|
| 1-0 | 32’ | — | Luis Suárez (P) |
| 2-0 | 49’ | Luis Suárez | Flávio Gonçalves |






Luis Suárez volta a sorrir
O principal protagonista da partida foi Luis Suárez, justificando no final a sua nomeação como homem do jogo. O avançado colombiano, que voltou a ser titular, não só marcou o golo de penálti, como assistiu Flávio Gonçalves no segundo golo, num lance em que colocou claramente o interesse colectivo à frente de qualquer individualismo, oferecendo o golo ao seu companheiro de equipa.
Curiosamente, o festejo do colombiano não passou despercebido, isto porque, depois de alguns comentadores terem referido que ele não sorria mesmo quando marcava golos, Suárez respondeu dentro de campo: ao marcar, fez um gesto a sorrir com os dedos nos cantos da boca, uma clara resposta irónica, algo que o próprio Rui Borges já tinha defendido em conferência de imprensa, afirmando que vê o jogador a sorrir há muito tempo e que essas “novelas” são criadas pela comunicação social.








Do lado do Nacional, destaque para a exibição do guarda-redes Renato Marin, que evitou um resultado mais pesado para a turma madeirense ao protagonizar um bom punhado de excelentes defesas. Uma delas, a mais vistosa, aconteceu quando negou o golo a Fotis Ioannidis. O avançado grego, que entrou a partir do banco, procurou o regresso aos golos e teve manifesta infelicidade: após uma jogada dentro da área, viu Marin desviar-lhe o remate para a trave, num lance que quase resultou no 3-0. Ainda assim, o grego mostrou-se participativo e com vontade de marcar, algo que a equipa de Rui Borges certamente valoriza para a gestão do plantel.
No final, os três pontos mantêm o Sporting isolado no segundo lugar, a dois pontos do líder FC Porto, e servem para preparar a estreia na Liga dos Campeões frente ao Galatasaray. Já o Nacional, que aguarda a apresentação oficial do novo treinador Alexandre Santos, fica com a sensação de que a equipa até mostrou alguma resistência, mas que o poderio leonino foi, neste dia, demasiado grande.


















