Atualmente, 42% das crianças até aos 8 anos de idade já têm acesso a um telemóvel, quando estudos internacionais alertam que o uso excessivo de ecrãs pelos menores contribui para o aumento da depressão e mal-estar mental.
O Observatório Digital realizado pela empresa de relógios inteligentes SaveFamily lembra ainda que o uso precoce de telemóveis por crianças acarreta “alterações no comportamento do sono, mais isolamento, piores resultados cognitivos e maior perigo de exposição a comportamentos de risco online.”
Assim, para atrasar a introdução do telemóvel no dia a dia dos menores, é aconselhável “ter equipamentos que na verdade pertencem à família, como por exemplo, o computador, que esteja em espaços familiares, em que exista um verdadeiro controlo por parte dos pais, quer do conteúdo consultado, quer das horas e tempo despendido com o equipamento e, sobretudo, online.”
A SaveFmily recomenda ainda que “se os adultos têm equipamentos pessoais ou de trabalho, devem usá-los em horas específicas e em lugares determinados, como escritórios, e que não os utilizem em locais como a mesa de refeições.” E se os equipamentos forem telemóveis, há que “evitar ao máximo utilizá-los em frente dos menores, fazendo-a apenas para atender chamadas urgentes e de familiares.”
Outro conselho passa por desfrutar de “mais tempo em família, com atividades que não exijam o uso de computadores, telemóveis ou tablets”, o que passa pela leitura, jogos de tabuleiro, conversas e passeios.
A SaveFamily aconselha também aos pais a introduzirem “de forma faseada a tecnologia no dia a dia dos mais novos”, por exemplo com “telemóveis simples, semelhantes aos dos inícios dos anos 2000, e que permitem apenas realizar e receber chamadas.”
Outra opção são os smartwatches infantis, os chamados relógios inteligentes que imitam os dos adultos, mas que “ajudam a manter os pequenos mais seguros, com localização GPS e botão SOS”, e os mantêm “entretidos com ferramentas e aplicações desenvolvidas de acordo com a idade.”









