O campeão nacional FC Porto segue a todo o gás na liderança da I Liga, agora com cinco triunfos em igual número de jogos, mas a vitória por 2-1 frente ao Moreirense na quinta jornada ficou marcada por um susto que gelou o Dragão. A equipa de Francesco Farioli, que não tinha sofrido golos até aqui, viu-se pela primeira vez em desvantagem no campeonato, mas conseguiu dar a volta ainda antes do intervalo. Contudo, o que parecia uma noite de trabalho cumprido transformou-se num cenário de apreensão nos minutos finais, quando Victor Froholdt, o melhor jogador da época passada, saiu de maca para o Hospital de São João, depois de um choque com Guilherme Liberato, jogador do Moreirense que atingiu o jovem dinamarquês com o braço quando ambos disputavam a posse de bola.
As primeiras notícias sobre Froholdt causaram preocupação fundamentada, isto porque, sendo certo que o médio dinamarquês recuperou a consciência ainda no relvado, teve que ser evacuado de ambulância para o Hospital de São João, no Porto, onde foi submetido a exames de rotina nestes casos. Certo é que os protocolos de concussão cerebral vão afastá-lo dos próximos jogos, incluindo o duelo com o Manchester City para a Liga dos Campeões.

Pressão inicial dos cónegos
ainda surpreendeu Farioli
De regresso à análise desta partida entre dragões e cónegos, o jogo começou com uma abordagem tática que surpreendeu o treinador portista. Vasco Botelho da Costa montou o Moreirense num 5-2-3 com uma pressão muito agressiva, algo que Farioli admitiu não esperar. O Moreirense não se encolheu e deu os primeiros sustos, com Parsemain a isolar-se aos 12 minutos após um erro de Gabri Veiga. O golo forasteiro acabaria mesmo por chegar aos 20 minutos, com Dinis Pinto a aparecer na área para finalizar uma transição rápida, assinando deste modo o primeiro golo sofrido pelo Porto esta época, um murro no estômago da equipa azul e branca que parecia algo atordoada face à ousadia do adversário.
Ainda assim, a resposta dos campeões nacionais foi eficaz e mostrou a capacidade de reação da equipa de Farioli. Antes do intervalo, aos 37 minutos, William Gomes cobrou um livre lateral e Jan Bednarek subiu mais alto que todos para cabecear para o empate. Depois, na segunda parte, o Porto ajustou a estratégia e a reviravolta chegaria aos 58 minutos: Froholdt recuperou a bola, conduziu a transição, Pepê serviu William Gomes e o brasileiro, pelo segundo jogo consecutivo, finalizou ao segundo poste para fazer o 2-1. O Moreirense ainda ameaçou o empate por Dinis Pinto aos 85 minutos, mas Diogo Costa evitou o bis ao jogador da turma visitante.

Ficha de Jogo: FC Porto 2-1 Moreirense
| Competição | I Liga Portuguesa – 5.ª Jornada |
| Data | 4 de setembro de 2026 |
| Estádio | Estádio do Dragão, Porto |
| Público | 46.318 espectadores |
| Resultado ao intervalo | FC Porto 1 – 1 Moreirense |
Onzes Iniciais
| FC Porto | Moreirense |
|---|---|
| Diogo Costa (GR) | André Ferreira (GR) |
| Alberto Costa (Nehuén Pérez, 90′) | Dinis Pinto (Leandro Santos, 90+3′) |
| Jan Bednarek | Maracás |
| Jakub Kiwior | Gilberto Batista |
| Francisco Moura (Martim Fernandes, 64′) | Francisco Domingues |
| Pablo Rosario | Guilherme Liberato |
| Gabri Veiga (Hwang In-Beom, 64′) | Manuel Mendonça (Rodrigo Alonso, 67′) |
| Victor Froholdt (Seko Fofana, 90′) | Nile John (Metja Stjepanovic, 67′) |
| Pepê | João Veloso (Kiko Bondoso, 75′) |
| William Gomes (Borja Sainz, 75′) | Alexandre Parsemain (Yan Lincon, 79′) |
| André Silva (Santiago Gimenez, 75′) | Landerson (Tiago Andrade, 75′) |
| Treinador: Francesco Farioli | Treinador: Vasco Botelho da Costa |
Árbitro: António Nobre
VAR: Bruno Esteves
Ação disciplinar: cartão amarelo para João Veloso (45’), Francisco Moura (64′) e Dinis Pinto (68′). Cartão vermelho para Guilherme Liberato (90′)
Golos…
| Golo | Minuto | Jogador | Assistência |
|---|---|---|---|
| 0-1 | 20’ | Dinis Pinto | Francisco Domingues |
| 1-1 | 37’ | Bednarek | William Gomes |
| 2-1 | 58’ | William Gomes | Pepê |
Lesão de Froholdt
silencia o Dragão

Com o apito final no horizonte, o jogo terminou com um sabor agridoce, isto porque a vitória foi positiva mas a lesão de Victor Froholdt veio atirar um balde água gelada sobre a euforia própria de mais uma vitóiria. Nota suplementar para a estreia do avançado Santiago Giménez com a camisola do FC Porto, um dos reforços contratados pelos dragões no final do mercado de transferências que transporta consigo créditos firmados de jogador de grande qualidade de quem os portistas esperam muito na presente época.
Após esta vitória sobre o Moreirense, o FC Porto mantém o pleno de triunfos (15 pontos em 15 possíveis) e está provisoriamente com cinco de vantagem sobre o Sporting, ainda que a lesão de Froholdt seja uma nódoa negra que terá de ser gerida nos próximos dias. O médio dinamarquês vai cumprir o protocolo de concussões, que exige um mínimo de seis dias de recuperação, o que significa que estará fora para o jogo com o Manchester City na terça-feira, só devendo estar disponível para Francesco Farioli para o clássico frente ao Benfica no Dragão.

Para o Moreirense, fica a sensação de que podia ter saído do Dragão com um resultado diferente, num jogo em que foram, nas palavras do treinador, “competentes em 98% do tempo”.
Nota final para a actuação do árbitro António Nobre, ele que não viu a carga sobre Froholdt, pelo que teve que ser alertado pelo VAR Bruno Esteves e daí a exibição do cartão vermelho ao jogador do Moreirense. O erro de António Nobre, porém, já tinha sido precedido por outro similar, ainda no primeiro tempo, quando William Gomes entrou de forma violenta com o braço sobre um jogador dos cónegos, num lance em que até o VAR esteve particularmente mal, já que simplesmente ignorou o que seria merecedor eventualmente da expulsão, ou no mínimo do cartão amarelo. É certo que, a ser lance para cartão amarelo, o protocolo determina que o VAR não deve intervir, mas o árbitro auxiliar, que estava a poucos metros do lance, teria que alertar António Nobre para a necessidade de sancionar este lance no capítulo disciplinar. O lance nem sequer deu lugar a qualquer falta.










