O Benfica não deu hipóteses ao Marítimo no jogo disputado no Estádio dos Barreiros, garantindo uma vitória tranquila por 3-0, na quinta jornada da I Liga. A equipa de Marco Silva entrou em campo com uma estratégia clara: pressionar alto e resolver o jogo o mais cedo possível. E o plano resultou na perfeição. Aos sete minutos, Gianluca Prestianni arrancou pela esquerda, rematou em arco e, após a defesa de Alfonso Pastor, Leandro Barreiro apareceu na recarga para atirar para o fundo da baliza, abrindo o marcador no recinto madeirense.
O golo madrugador de Leandro Barreiro acabou por condicionar toda a partida, tal como o treinador do Marítimo, Mitchell van der Gaag, admitiu depois: “Infelizmente, sofremos muito cedo no jogo, por isso demorou algum tempo para a equipa recuperar.”




Do lado madeirense, a estratégia passava por competir e deixar boa imagem, como Van der Gaag havia sublinhado antes do apito inicial. O Marítimo até mostrou boa vontade e coragem, especialmente no início da segunda parte, quando subiu as linhas e tentou discutir o resultado. No entanto, faltou profundidade e criatividade no último terço.
O Benfica, mesmo sem exibir um futebol de grande fulgor, controlou sempre as operações. A entrada de João Palhinha no meio-campo — foi titular na linha média dos encarnados ao lado de Barreiro — trouxe mais solidez defensiva, permitindo que Leandro Barreiro tivesse mais liberdade para surgir na área adversária. A equipa encarnada esteve segura e pragmática, gerindo a vantagem sem grandes sobressaltos.
Prestianni foi o homem do jogo
em tarde de glória para Barreiro
A marcha do marcador acabou por ser decidida nos pés de Leandro Barreiro, o herói da tarde. O médio luxemburguês bisou aos 71 minutos, quando apareceu no segundo poste para finalizar, de cabeça, um cruzamento de Schjelderup e uma assistência de Pavlidis.






O terceiro golo, aos 82 minutos, foi um momento de classe de Gianluca Prestianni, justamente eleito o homem do jogo. O argentino recuperou a bola no meio-campo, arrancou em direção à baliza e, já dentro da área, atirou colocado, sem hipóteses para o guarda-redes. Foi o golo que selou uma vitória justa, que não reflete por completo as dificuldades que o Marítimo criou em alguns momentos, como referiu Igor Julião, mas que demonstra a eficácia de uma equipa com outras ambições.
No final, o resultado acaba por ser um reflexo da diferença de investimento e qualidade entre as duas equipas, algo que o próprio Van der Gaag reconheceu indiretamente. O Marítimo lutou, mostrou atitude, mas esbarrou na eficácia de um Benfica que soube aproveitar os momentos certos. Enquanto os insulares continuam a procura de consistência para garantir a permanência, os encarnados somam três pontos importantes que os colocam no pódio, igualando o Sporting, e mantêm um início de campeonato promissor sob o comando de Marco Silva.




Ficha de Jogo: Marítimo 0-3 Benfica
| Competição | I Liga Portuguesa – 5.ª Jornada |
| Data | 5 de setembro de 2026 |
| Estádio | Estádio dos Barreiros, Funchal |
| Público | 10.103 espectadores |
| Resultado ao intervalo | Marítimo 0 – 1 Benfica |
Onzes Iniciais
| Marítimo | Benfica |
|---|---|
| Alfonso Pastor (GR) | Samuel Soares (GR) |
| Igor Julião | Alexander Bah (Kaminski, 16′) |
| Romain Correia | Clément Lenglet |
| Rafael Fernandes | Tomás Araújo (Cap) |
| Paulo Henrique | Samuel Dahl |
| Vladan Danilovic | João Palhinha (Enzo Barrenechea, 82′) |
| Rodrigo Andrade | Leandro Barreiro |
| Bryan Limbombe | Rafa Silva (Circatti, 62′) |
| Raphael Guzzo | Georgiy Sudakov (Schjelderup, 62′) |
| Martín Tejón | Gianluca Prestianni |
| Adrián Butzke | Vangelis Pavlidis (Jhon Durán, 82′) |
| Treinador: Mitchell van der Gaag | Treinador: Marco Silva |
Árbitro: Sérgio Guelho
VAR: Manuel Oliveira
Ação disciplinar: cartão amarelo para Danilovic (40′), Sudakov (41′), Igor Julião (42’), Tomás Araújo (61′) e Circatti (67′)
Golos…
| Golo | Minuto | Assistência | Jogador |
|---|---|---|---|
| 0-1 | 07’ | — | Leandro Barreiro |
| 0-2 | 71’ | Prestianni | Leandro Barreiro |
| 0-3 | 82’ | Pavlidis | Prestianni |



Nota final para as más condições do relvado dos Barreiros, um tapete pouco verde que não permitiu a melhor qualidade no futebol praticado e abriu mesmo espaço para possíveis lesões que felizmente não se verificaram. Marco Silva, aliás, no final do jogo, e respaldado pelo facto de ter ganho o jogo, sem que o pudessem acusar de estar à procura de desculpas para um desaire, apontou o dedo às más condições do relvado que prejudiicaram as duas equipas, afirmando mesmo que “vendemos muito mal o nosso futebol” em face das más condições que se joga em vários estádios de futebol no futebol português.









