Num jogo em que o conjunto de Barcelos foi o primeiro a marcar, com o jogo a chegar ao intervalo com as duas equipas empatadas a um golo, o Benfica acabou por vencer o Gil Vicente com justiça, por 3-1, no Estádio da Luz, numa partida particularmente importante se pensarmos que já a seguir vem aí a deslocação ao terreno do AC Milan e, logo depois, um clássico com a visita dos encarnados ao terreno do FC Porto já no próximo domingo.
A turma às ordens de Marco Silva sofreu perante um adversário organizado que rapidamente percebeu que poderia tirar vantagem de transições rápidas e organizadas. Só que o sofrimento dos encarnados foi acompanhado pelo querer do internacional argentino Gianluca Prestianni, uma vez mais o melhor jogador em campo, ele que fez a diferença pelo que jogou e pelo que fez jogar.
















Depois, neste jogo apareceu outro elemento que se revelou fundamental pelo que fez em um só lance: Samuel Soares, com uma defesa destemida aos pés de um homem do Gil Vicente, impediu já no tempo de compensação o que seria o golo do empate a dois para os gilistas, vindo o Benfrica a responder a este lance com o terceiro golo na partida, por Prestianni, que fechou a discussão quanto ao resultado final.
Um início para esquecer
Curiosamente, o Benfica até começou mal, mas acabou bem. A equipa de Marco Silva venceu o Gil Vicente por 3-1, no Estádio da Luz, numa partida da sexta jornada da I Liga que teve de tudo: susto inicial, remontada, defesa decisiva e um golo de belo efeito já nos descontos.












O Gil Vicente entrou melhor e chegou à vantagem logo aos sete minutos. Gil Martins avançou pela esquerda sem grande oposição e cruzou para Héctor Hernández, que desviou de Samuel Soares e fez o 1-0. Foi o terceiro golo do avançado espanhol esta temporada e a terceira vez consecutiva que a equipa de Barcelos marcava primeiro na Luz.
O Benfica sentiu o golpe, mas não se perdeu. Marco Silva tinha surpreendido no onze ao trocar João Palhinha por Enzo Barrenechea no meio-campo. e a verdade é que a equipa demorou a encontrar ritmo. Consentiu um golo, algo que ainda não tinha acontecido nos jogos em que Palhinha esteve em campo, mas acabou por reagir ainda antes do intervalo, aparecendo o suspeito do costume, Vangelis Pavlidis, a fazer o golo do empate.















Pavlidis aparece e empata
Aos 29 minutos, surgiu o empate. Prestianni tentou o remate, a defesa do Gil Vicente cortou mal e a bola sobrou para Vangelis Pavlidis. O grego, na cara de Lucão, picou a bola com classe, não para um chapéu mas para um tão simples quanto eficaz boné com o qual fez o 1-1. Foi o sétimo golo do avançado na Liga, que assim se isolava na liderança dos marcadores.
A partir daí, o Benfica dominou. Teve posse, criou oportunidades, mas esbarrou vezes sem conta numa defesa organizada e num guarda-redes – Lucão – que se revelou particularmente inspirado. Ao intervalo, o empate aceitava-se, mas sabia a pouco para quem tinha tanto volume de jogo.
















Banjaqui, Echeverri e a entrada de Palhinha
Na segunda parte, perante a necessidade de reagir ao resultado que não estava nem perto do que o Benfica pretendia, Marco Silva mexeu. Lançou João Palhinha e, mais tarde, deu minutos ao estreante Claudio Echeverri, o jovem argentino que entrou num momento de aperto e, segundo o próprio treinador, trouxe “tranquilidade e coragem para arriscar”.
Banjaqui, que foi titular pela segunda vez consecutiva , teve uma exibição esforçada. Rematou de fora da área aos 35 minutos e sofreu faltas importantes, mas saiu aos 81 minutos, substituído por Jhon Durán. Antes de sair, porém, ainda sifreu uma falta que deveria ter sido sancionada com um cartão vermelho direto e que nem a equipa de arbitragem em campo nem o VAR sequer viram a entrada de pitões ao joelho do jovem lateral encarnado.
No marcador o jogo continuava empatado e o Gil Vicente, bem organizado, ia segurando o resultado. Até que, aos 87 minutos, tudo mudou.















Penálti e a defesa que salvou o Benfica
Já com Aursnes em campo, este recebeu na direita da área e foi atropelado por Touré, jogador do Gil Vicente que tinha entrado pouco antes na partida acabando por fazer uma carga passível se ser assinalado um penálti claro. Vangelis Pavlidis assumiu a responsabilidade de bater o castigo máximo e, fazendo-o de forma assertiva, não desperdiçou: 2-1 no marcador, bis do grego e explosão nas bancadas.
Mas o Gil Vicente não desistiu. Já nos descontos, Lausen apareceu na cara de Samuel Soares, com tudo para fazer o segundo golo para a turma visitante e o consequente empate, mas o guarda-redes português fez uma defesa enorme, seguida de outra na recarga, atirando-se aos pés do homem do Gil para impedir o golo forasteiro. Pela primeira vez desde que assumiu a titularidade entre os postes da baliza do Benfica, Samuel Soares arrancou aplausos como nunca os recebera das bancadas da Luz, com os adeptos a reconhecerem que aquela intervenção que, como aliás o próprio Prestianni admitiu no final da partida, valeu pontos.
















Ficha de Jogo: Benfica 0-0 Gil Vicente
| Competição | Liga I – 6.ª Jornada |
| Data | 13 de setembro de 2026 |
| Estádio | Estádio da Luz |
| Público | 62.455 espectadores |
| Resultado ao intervalo | Benfica 1 – 1 Gil Vicente |
Onzes Iniciais
| Benfica | Gil Vicente |
|---|---|
| Samuel Soares (GR) | Lucão (GR) |
| Banjaqui (Jhon Durán, 81’) | Ricardo Esgaio |
| Tomás Araújo (C) | Bauru (C) |
| Lenglet | Elimbi (Espigares, 88’) |
| Dahl | David Moreira (José Silva, 81’) |
| Barrenechea (João Palhinha, 58’) | Zé Carlos |
| Leandro Barreiro (Fredrik Aursnes, 58’) | Lausen |
| Rafa (Lukebakio, 72’) | Murilo |
| Prestianni | Gil Martins (Touré, 81’) |
| Schjelderup (Echeverri, 72’) | Agustin (Santi Garcia, 56’) |
| Pavlidis | Héctor (Mohamed Kaba, 56’) |
| Treinador: Marco Silva | Treinador: Luís Pinto |
Árbitro: João Gonçalves
VAR: Paulo Barradas
Ação disciplinar: cartão amarelo para Enzo Barrenechea (12’), Héctor Hernandez (26’), João Palhinha (63’)
Golos…
| Golo | Minuto | Assistência | Jogador |
|---|---|---|---|
| 0-1 | 08’ | Gil Martins | Héctor Hernandez |
| 1-1 | 29’ | — | Pavlidis |
| 2-1 | 88’ | — | Pavlidis (P) |
| 3-1 | 90’+03’ | Echeverri | Prestianni |
O golo de Prestianni e o que aí vem














E foi precisamente Prestianni quem fechou as contas, ele que já antes tinha enviado a bola ao ferro da baliza gilista. Desta vez, aos 90+3 minutos, o argentino recebeu do seu compatriota Echeverri, puxou para dentro e atirou colocado para o 3-1 que fechou a discussão sobre o resultado final desta partida. Estava assim garantido para Prestianni um golo de se tirar o chapéu, o terceiro jogo consecutivo a marcar e o quinto golo na Liga para o jovem argentino.
No final, Prestianni fez questão de dividir o mérito: “A vitória também é do Samu, porque se o Gil Vicente marcasse teria sido quase impossível”.
Com este resultado, o Benfica soma 16 pontos e mantém-se a dois do FC Porto antes do clássico da próxima jornada, no Dragão . Antes disso, há a deslocação a Milão para defrontar o AC Milan, na Liga Europa . Duas pedreiras pela frente, mas com a confiança de quem, mesmo a sofrer, vai somando vitórias.









