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Sporting vence em Alvalade e Suárez já marca para os leões

O Sporting recebeu e venceu o Alverca por 3-1, em jogo da terceira jornada da I Liga, e subiu, ainda que provisoriamente, ao primeiro lugar da tabela da I Liga com sete pontos em nove possível. O resultado até pode parecer tranquilo, mas quem esteve em Alvalade viu uma equipa leonina a dar passos importantes na sua consistência, mesmo que ainda com alguns sustos à mistura, continuando a acusar aqui e ali as dores de crescimento que o técnico Rui Borges referiua existirem nesta fase numa equipa renovada face à que assumia titularidade na pretérita temporada.

A renovação na equipa do Sporting, aliás, ficou visível nas mudanças que o treinador impôs no onze titular desta partida, com o onze a ser construído desde logo com duas grandes novidades. A primeira, e talvez a mais comentada, foi o regresso de Luis Suárez ao onze inicial. A outra teve como foco a mudança da dupla de centrais na defesa, alinhando desta feita Debast e Ba, jogadores que relegaram para o banco de suplentes Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma.

Suárez foi titular,
marcou… e ajoelhou!

As principais atenções acabaram por recair sobre o colombiano Luis Suárez, ele que se dizia descontente e que vinha a ser alvo de alguns assobios por parte dos adeptos e aproveitou a lesão de Fotis Ioannidis para mostrar serviço. E mostrou mesmo. Aos 60 minutos, isolou-se em velocidade depois de partir em corrida ainda antes da linha de meio-campo, contornou o guarda-redes Matheus Mendes e atirou para a baliza vazia, selando o seu primeiro golo da época naquele que foi um momento de pura libertação para o avançado.

O regresso aos golos, aliás, permitiu a Luis Suárez sair do campo com o reconhecimento das bancadas, mas manteve ainda assim o rosto fechado, quase não cumprimentou o treinador dos leões quando saiu para dar o seu lugar a Rafael Nel, e acabou por não participar na coreografia no final da partida de saudação às claques leoninas nas bancadas de Alvalade.

O certo é que a vantagem no resultado para a equipa da casa foi construída ainda com Luis Suárez em campo. Maxi Araújo, que fez as vezes de capitão face à ausência de Gonçalo Inácio que começou o jogo no banco, abriu o marcador logo aos dois minutos com um tiro colocado de fora da área. Foi um arranque de sonho e um golo que deu tranquilidade à equipa.

Defesa renovada
no Sporting 26/27

Na segunda parte, e já com o Alverca a tentar equilibrar as coisas, o Sporting ampliou a contagem ao minuto 55′, com um autogolo do guarda-redes Matheus Mendes, ele que desviou a bola para a própria baliza após cruzamento de Geny Catamo. O 2-0, mesmo sendo um autogolo por parte do conjunto ribatejano, nasceu de uma jogada trabalhada e de pressão alta dos leões.

Sem deixar de dominar, o Sporting continuou a procurar dilatar a vantagem, ainda que nem sempre com a melhor assertividade, acabando por fazer o terceiro golo por intermédio de Luis Suárez, permitindo ao colombiano o momento de pacificação na sua relação com os adeptos de Alvalade.

Com o Sporting a vencer por 3-0, Rui Borges, que para este jogo promoveu uma revolução na defesa – apostou numa dupla de centrais inédita, com Ibrahima Ba a estrear-se a titular ao lado de Zeno Debast, e devolveu a titularidade a Iván Fresneda no lado direito –, mexeu então na equipa, chamando ao jogo Luís Guilherme e Irankunda, por troca com Flávio Gonçalves e Geny Catamo, ao minuto 69′, trocando depois Luis Suárez e Debast por Rafael Nel e Eduardo Quaresma.

No final do jogo, Rui Borges viria a justificar a mudança como uma opção estratégica, elogiando a “consistência” da equipa ao longo dos 90 minutos. O próprio Ba, defesa central que os leões foram recrutar ao Famalicão, depois de um início nervoso, acabou por crescer e demonstrar segurança, o que deixa Rui Borges com aquilo que classificou como uma “boa dor de cabeça” no sector mais recuado.

Do lado do Alverca, a missão nunca foi fácil. Depois de ter enfrentado o FC Porto na jornada anterior, a equipa de Sérgio Ferreira voltou a dar boa réplica a um “grande”, mas os erros pagam-se caro a este nível. O treinador assumiu que a falta de “maturidade competitiva” em dois momentos específicos do jogo custou caro, oferecendo ao Sporting as oportunidades para construir a vantagem. Ainda assim, o Alverca não desistiu e conseguiu um golo de honra já nos instantes finais, por Figueiredo, que aproveitou um cruzamento para reduzir a diferença.


Ficha de Jogo

  • Sporting 3-1 Alverca
  • 3.ª Jornada da I Liga
  • 22 de agosto de 2026
  • Estádio José Alvalade, Lisboa
  • Árbitro: Fábio Veríssimo
  • Golos do Sporting: Maxi Araújo (2′), Matheus Mendes (55′ p.b.), Luis Suárez (60′)
  • Golo do Alverca: Figueiredo (88′)
  • Sporting (XI): Rui Silva; Iván Fresneda, Zeno Debast, Ibrahima Ba, Maxi Araújo; Issa Doumbia, Sergi Altimira, Rodrigo Zalazar; Geny Catamo, Luis Suárez e Flávio Gonçalves.
  • Alverca (XI): Matheus Mendes; Isaac James, Steven Baseya, Yahya Bojang; Nabil Touaizi, Ian Luccas, Davy Gui, Rayan Lucas; Francisco Chissumba, Figueiredo e Vivaldo Semedo.

Maxi Araújo foi capitão
no braço e no querer

Individualmente, para além de Suárez, destacaram-se Maxi Araújo, pelo golo e pela entrega, e Sergi Altimira, que foi um patrão no meio-campo, dando equilíbrio e qualidade na construção. Sobre Araújo, aliás, o uruguaio assumiu em pleno o estatuto de capitão pela braçadeira que transportou, mas também pela garra que demonstrou e que ficou bem clara na forma como conseguiu o golo com que abriu o marcador.

Já entre os homens do Alverca, a nota positiva vai para a insistência e para o golo de Figueiredo, o capitão que nunca baixou os braços e acabou por ser o elemento em maior destaque entre os visitantes.

A vitória final acabou assim por ser particularmente importante para o Sporting, que soma sete pontos em nove possíveis. O caminho para a consistência desejada por Rui Borges ainda é longo, as dores de crescimento ainda poderão fazer-se sentir de forma mais evidente, mas já se vê uma equipa mais equilibrada e capaz de gerir os momentos do jogo. Resta aguardar pelos próximos jogos para confirmar se este crescimento dos leões será continuado.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

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