Quem foi ao concerto de David Guetta no Parque Papa Francisco, em Loures, no passado domingo, dia 2 de agosto, provavelmente não esperava que o pior momento da noite fosse mesmo depois de o espetáculo acabar. Com mais de 35 mil pessoas no recinto, a saída transformou-se num autêntico pesadelo para milhares de fãs, que ficaram retidos durante mais de hora e meia sem conseguir abandonar o local. A falta de orientação, o congestionamento de pessoas e a aparente ausência de um plano de evacuação eficiente estão no centro das críticas que já inundaram o Portal da Queixa.
Os relatos são muitos e parecidos: ambientes de aperto, pouca sinalização e zero apoio nos momentos em que a multidão começou a dispersar. Cátia Silva, por exemplo, apresenta uma queixa onde fala em “problemas na evacuação” e “falta de segurança na saída”, descrevendo dificuldades graves na circulação. Também Teresa Silva entregou uma reclamação formal, apontando “graves falhas de organização, acessibilidade e assistência”, sublinhando que não havia condições mínimas para uma saída segura.
Mas os problemas não se ficaram pela hora de ir embora. Houve quem nem sequer tivesse conseguido entrar, ou melhor, quem nem sequer tivesse recebido o bilhete depois de o pagar – como mostra uma reclamação submetida ainda a 16 de julho, semanas antes do concerto, o que revela que a desorganização começou bem antes do primeiro acorde.
Nas redes sociais, os vídeos do caos multiplicam-se e ajudam a perceber a dimensão do descontentamento. Mais do que um mau momento para quem foi ao concerto, o sucedido deixa uma imagem negativa que dificilmente se apaga com um comunicado. E fica a pergunta: como é que um evento com esta dimensão não prevê o momento mais básico – e mais crítico – de todos, que é garantir que as pessoas saem em segurança?









