DFR_8801

Quim Barreiros e Slow J marcam o pôr do Sol da Caparica

Pôs-se o Sol da Caparica depois daquele que foi o quarto e último dia do evento. Para além de receber uma vez mais milhares de festivaleiros, ainda assim em número consideravelmente menor do que aqueles que passaram pelo Parque Urbano da Costa da Caparica no dia anterior, acabando este por ser o dia com menos afluência de toda a edição de 2026, nem por isso a festa, a animação e a música lusófona deixaram de marcar todo o recinto.

Neste domingo, 16 de agosto, data em que encerrou a 11ª edição do festival, por ali passou aquele que é, para muitos, o fenómeno da música “pimba” portuguesa, sem dúvida um nome ímpar que continua, aos 79 anos, a reunir inúmeros fãs de todas as idades e dos mais diversos gostos musicais, Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, ou tão só Quim Barreiros como é conhecido num mundo da música e nos palcosa quém e além fronteiras, ele que, a par de Slow J, foi um dos cabeças de cartaz deste dia de pôr do Sol no Palco Via Verde.

Para além de Quim Barreiros, também pelo Palco Via Verde passaram artistas como ÀTOA, MC Paiva, Slow J e Lon3r Johny, competindo pela atenção do público com os demais palcos, onde a animação ficou garantida com a escola Jazzy Dance Studios no Palco Jazzy, mas também a cargo das festas BadGuys e Memo À Tuga e dos DJ’s Dr. Love e Zanova no Palco Sagres.

Uma festa à portuguesa

Quim Barreiros, na sua primeira presença no Sol da Caparica, sempre acompanhado pela sua imprescindível concertina, trouxe aquela que foi uma valente festa típica portuguesa. Naquela que foi a última abertura do Palco Via Verde este ano, Quim Barreiros mostrou o porquê de ser o ‘Mestre De Culinária’ ao conseguir com que dezenas de pessoas fizessem um comboio humano gigante no meio da plateia. Desde ‘A Cabritinha’, ‘A Garagem Da Vizinha’, ‘O Melhor Dia P’ra Casar’ e até mesmo ‘Bacalhau À Portuguesa’, não houve um único momento deste espetáculo em que não houvesse público a dançar.

No final, já depois da última música, André Sardet, produtor do festival, subiu ao palco para oferecer um bigode dourado ao Quim Barreiros: “Prometemos que lhe oferecíamos um bigode dourado pelos fantásticos 55 anos de carreira, numa homenagem do Sol da Caparica para o Quim Barreiros. Uma salva de palmas para ele.”

Seguiram-se os ÀTOA, que iniciaram o concerto em ‘Hora de Ponta’. A banda aproveitou logo para referir palavras de apreciação a Quim Barreiros – “É um orgulho enorme estar neste palco no meio destes artistas todos. Queremos uma salva de palmas para o Quim, uma das maiores figuras a nível nacional. Quem me dera também estar aqui a partilhar com vocês a nossa arte daqui a 50 anos.”

O público, embalado com a músicas românticas da banda, tais como ‘Tu Na Tua’, ‘Na Próxima Vida’, ‘Distância’ ou ‘Romance de Balcão’, cantou todos os temas do primeiro ao último acorde. Para além disso, os ÀTOA fizeram questão de mencionar ainda algumas canções que, mesmo não sendo da sua autoria, tiveram a ajuda dos mesmos na produção.

MC Paiva pôs a plateia em movimento

Como não poderia deixar de ser, à semelhança de todos os outros dias, este quarto dia teve também a presença de um artista brasileiro, desta vez MC Paiva, ele que entrou em palco quando a plateia estava já mais preenchida, permitindo ao músico brasileiro o apresentar de músicas como ‘Fui Mlk’ ou ‘Fala na Cara’. 

Em constante comunicação com o público, que abafava a sua voz nas músicas que saíam das colunas do Palco Via Verde, Paiva chegou a pedir para que ambos os lados esquerdo e direito da plateia abrissem uma roda gigante. E se já era esperado que o cantor, nos seus concertos, se atirasse para cima da multidão, a verdade é que aqui a abordagem foi outra: Paiva quis juntar-se aos dois mosh pits. E quanto às músicas, ‘01 Não É 02’, ‘Tchau Obrigado’ e ‘Meia Noite’ foram alguns dos temas que passaram pelo alinhamento do artista.

Slow J emocionou a Caparica

Voltando a atenção para os artistas nacionais, o relógio marcava exatamente as 22h30 quando Slow J fez a sua aparição perante o público que o aguardava com gritos de entusiasmo. Iniciou a sua performance com ‘Where U @’, não demorando a trazer Papillon ao palco para cantar consigo ‘FAM’.

“É sempre um prazer tocar na margem sul, tocar em casa”, disse. “Se vocês retirarem algo deste concerto, que seja nunca desistirem dos vossos sonhos ou de acreditar nos vossos amigos, porque eu era só um miúdo no quarto com um portátil e hoje piso estes palcos.”

Entre temas como ‘Sem Ti’, ‘Ultimamente’, ‘Tata’ e ‘Sereia’, o público acompanhou o cantor numa voz incansável, num ambiente de mistura de sentimentos que só Slow J sabe criar nos seus concertos, mas foi em ‘Teu Eternamente’ que se viram lágrimas a escorrer de vários rostos no recinto, nesta que é a música mais ouvida de sempre do artista.

Para além da companhia de Papillon, Prodígio também foi um dos convidados de Slow J, subindo a palco para cantar ‘A Missa A Quem’ e ‘4 de fevereiro’, tendo sido a primeira vez que ambos cantaram em palco este último tema.

Última dança ficou a cargo de Lon3r Johny

Quem encerrou o Palco Via Verde este ano foi Lon3r Johny que, tendo ou não chegado ao recinto num ‘Porsche Turbo’, deu um concerto de se dizer ‘UH LA LA LA’. Neste fim de noite, o que não faltou foram mosh pits e convidados especiais. Slow J foi um deles, subindo novamente ao palco mas desta vez como convidado de Lon3r, para cantar ‘Fátima’.

Mais tarde foi a vez de ProfJam, que subiu ao palco para a interpretação de ‘Melhor De Mim’. Lon3r tocou ainda temas como ‘Piña Colada’, ‘Diamante‘ e ‘Anti$$ocial’, criando um ambiente que deixou o público a desejar ter mais ‘Tempo’ de concerto. Plutónio foi ainda um terceiro convidado deste concerto, dando voz à sua parte na música ‘25 de Abril‘.

Terminava assim mais uma edição deste festival à beira praia na Caparica, um evento que move os amantes da música lusófona de todos os cantos do país. Ao longo de toda a 11ª edição, o recinto do Parque Urbano da Costa da Caparica recebeu mais de 105 mil pessoas, chegando a apurar-se a presença ali de diversas nacionalidades, com público vindo de França, Inglaterra, Luxemburgo ou Itália, entre outros.

Após muita música, animação, dança e, acima de tudo, muita confraternização, porque acima de tudo os festivais são momentos de partilha, será este o momento certo para dizer, com toda a certeza, que para o ano há mais. E porque a impressão que ficou deste festival foi uma vez mais francapamente positiva, é caso para dizermos, também nós, até para o ano!

reportagem: Patrícias Dias Martins / LusoNotícias

Sondagem

Qual a sua convicção pessoal relativamente ao curso da guerra na Ucrânia?

View Results

Loading ...

Rádio LusoSaber

Facebook

Parcerias

Subscreva a nossa Newsletter

Inscreva-se para receber nossas últimas atualizações na sua caixa de entrada!

logo_lusonoticias2
logo_lusomotores
logo_lusogolo
logo_lusoturismo
logo_lusocultura