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Kizomba, fado, hip-hop… e água suficiente no regresso d’O Sol da Caparica

O regresso do festival O Sol da Caparica, algo já esperado há muito pelos amantes da música lusófona, aconteceu esta quinta-feira, 13 de agosto, com a abertura das portas da 11ª edição deste evento que move almadenses e lisboetas, lado a lado com tantos outros festivaleiros vindos dos mais diversos conselhos em redor. Foi assim possível unir um público efusivo que marcou presença no Parque Urbano da Costa da Caparica para mais quatro dias de muita música, temperada pelo calor intenso que se tem feito sentir ultimamente e que aumentou ainda mais por força da animação e do ritmo.

A novidade deste ano d’O Sol da Caparica surgiu a partir da criação de um palco virado exclusivamente para a dança, o Palco Jazzy, que ao longo destes quatro dias promete fazer mexer o corpo de todos os que ousarem passar por perto. Para além disso ainda existia a questão que muitos dos festivaleiros colocaram antes mesmo do festival começar: Vai haver água suficiente na Caparica?

A questão tinha razão de ser, até por todos os problemas que o concelho de Almada tem vindo a enfrentar há algumas semanas. Em conferência de Imprensa, ainda antes da abertura das portas do festival, foi confirmado que, para evitar constrangimentos, iria existir uma diminuição na pressão dos caudais, medida apontada como necessária e suficiente para que não haja falhas no fornecimento de água e para que seja possível nestes quatro dias garantir que a higiene pública seja mantida.

Landrick deu o pontapé de saída

Garantidas as questões que preocupam a população em redor do festival, houve então que dar o pontapé de saída para o evento, algo que no Palco Via Verde para o primeiro dia foi dado por Landrick, no final da tarde desta quinta-feira, quando os relógios marcavam as 18 horas. Embora o recinto ainda estivesse a receber os festivaleiros que por ali chegavam, o cantor já era esperado por um grande conjunto de ‘Mulheres e Mulheres’ prontas para dançar ao som romântico do seu kizomba. No repertório do artista não podiam faltar, claro, as suas músicas mais conhecidas como ‘O Jeito Dela’, ‘Me Agarra Só No Hum!’ e ‘Segunda Mão’.

Uma hora e meia depois foi a vez de Papillon, recebido já com uma plateia ‘Impec’. O público acompanhou cada música que foi passando a uma só voz, desde ’00 Fala Bonito’ até mesmo ‘É Tuga Ou Nada’, música oficial que serviu de apoio à Seleção Portuguesa neste Mundial 2026. “Eu venho do HipHop e nós no HipHop metemos a mão no ar, portanto vamos todos meter a mão no ar”, disse o cantor enquanto puxava pelo público. Papillon acabou ainda por trazer Bispo a palco em ‘Não Dá Pa Parar’.

Fado e sertanejo encontram-se na Caparica

Mesmo depois do sol se por prosseguiu O Sol da Caparica, desta feita com Sara Correia e os ritmos do fado. “Tanta gente nova, é bom estar aqui a trazer-vos música portuguesa”, disse. Vinda de ‘Chelas’, mostrou o grande poder da sua voz, comovendo quem passava também pelos arredores do palco. ‘Que O Amor Te Salve Nesta Noite Escura’, a sua música mais conhecida, foi a mais acarinhada da sua performance, a par de outros temas como ‘Respirar’ e ‘Quero É Viver’.

Passando do fado para o sertanejo, o alinhamento do festival trouxe Maiara e Maraísa, aguardadas também elas por uma grande multidão que escutaram com agrado temas como ‘Medo Bobo’, ‘Esqueça-me Se For Capaz’ e ‘Cobaia’. Em palco houve ainda espaço para a dupla sertaneja Bruno & Marrone, convidados especiais desta noite que cantaram ‘Dois Idiotas’ com a dupla feminina.

Para o encerramento da noite no palco principal, Orochi foi recebido por uma legião de fãs que transformaram o ambiente deste concerto num verdadeiro ‘Amor de Fim de Noite’. O cantor, natural do Rio de Janeiro, cantou vários dos seus hits, entre eles ‘Sereia’, ‘Van Cleef’, ‘Mitsubishi’ e, porque não podia faltar, ‘Poesia Acústica #6 Era Uma Vez’, tema que levou a plateia ao rubro, aou não fosse uma das músicas mais aguardadas da noite.

Chegava assim ao fim o primeiro dia d’O Sol da Caparica, evento no qual, para além dos que passaram pelo palco principal, outros noites contribuíram para o grande ambiente que se fez sentir no recinto do concelho de Almada. Assim, passaram também pelo Palco Sagres a festa Sertabeijo, DJ John Goulart, DJ Vodzy e DJ Rifox, todos num primeiro dia que deixou clara a promessa de que haverá muito mais música e animação neste festival da música lusófona. E porque será nossa missão acompanhar O Sol da Caparica um dia de cada vez, apontamos para o segundo dia os nomes de Rich & Mendes, João Pedro Pais, Calema, Mizzy Miles e Veigh, entre outros. E ainda temos o fim de semana todo pela frente…

texto: Patrícia Dias Martins
fotos: Diogo Faria Reis

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