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Benfica confirma passagem ao playoff com empate pobre na Escócia

O Benfica garantiu esta quinta-feira o apuramento para o playoff da Liga Europa, com um empate 1-1 frente aos escoceses do Hearts, em Edimburgo, num jogo em que a decisão da eliminatória já estava conseguida, fruto da goleada no Estádio da Luz há uma semana por 6-1. Ainda assim, e até tendo em conta a qualidade menor da equipa adversária, a exibição dos encarnados e o empate deixaram mais perguntas do que respostas para os adeptos encarnados, ficando evidente que este Benfica precisa de conseguir muito mais para garantir uma época tranquila, e ainda mais se quiser que esta seja classificada de vencedora.

A goleada averbada de 6-1 na primeira mão, no Estádio da Luz, era um colchão confortável que permitiu a Marco Silva fazer sete alterações no onze em relação ao último jogo. Contudo, nenhum adepto benfiquista se contentava com menos do que uma vitória por dois ou três golos frente a este fraco conjunto escocês. O treinador dos encarnados aproveitou para dar minutos a jogadores como José Neto, Dedic e Lukebakio, e para gerir os esforços de Lenglet e Enzo Barrenechea, como explicou depois, mas a verdade é que a equipa não conseguiu manter o nível exibicional e foi mesmo preciso correr atrás do prejuízo para impedir que a viagem para Lisboa fosse feita com uma derrota na bagagem.

Ineficácia lá na frente
e fragilidade à retaguarda

O jogo começou com o Benfica a tentar controlar, mas foi o Hearts a marcar primeiro, já na segunda parte. O golo de Tómas Magnússon, aos 77 minutos, expôs uma vez mais a fragilidade defensiva que tem sido uma constante nesta pré-temporada competitiva. O sector recuado dos encarnados mostrou-se macio e sem capacidade de reação, confirmando a sensação de que ainda não há uma receita eficaz para a defesa, com os centrais a permitirem espaços entre si, sem meterem o pé nem saltarem de forma eficaz na resposta ao jogo aéreo.

Os jogadores do Hearts perceberam as fragilidades do Benfica, sentiram a oportunidade e, num cruzamento para o interior da área da baliza à guarda de Samuel Soares, conseguiram fazer funcionar o marcador, com Magnússon a inaugurar a contagem.

Valeu ao Benfica que a resposta surgiu rapidamente no marcador, através de um golo apontado por Lukebakio, que empatou o jogo e evitou uma derrota que seria embaraçosa para o Benfica. Ainda assim, mesmo com a igualdade assinalada no marcador, a verdade é que a equipa do Benfica nunca conseguiu impor-se completamente. A produção ofensiva, apesar do golo, continuou abaixo do esperado para o potencial do plantel, com a equipa a falhar na última decisão.

Duas partes distintas
e muito trabalho pela frente

Marco Silva assumiu no final que a primeira parte foi positiva, com a equipa a criar oportunidades e a ser dominadora, mas a segunda foi claramente negativa. O técnico do Benfica justificou a quebra com a falta de ritmo físico de alguns jogadores que ainda não estão em condições para 90 minutos, e com o objectivo de gerir o esforço para a próxima partida. A entrada de Prestianni, que tem sido uma das notas mais positivas do Benfica nesta fase, trouxe alguma dinâmica, mas não foi suficiente para desbloquear um jogo que se tornou mais difícil do que o esperado. O argentino, que já havia brilhado na primeira mão, continua no entanto a ser dos elementos mais fiáveis da equipa encarnada.


Ficha do Jogo

Hearts 1-1 Benfica
Resultado Agregado:
 Benfica 7-2 Hearts
Local: Tynecastle Park, Edimburgo
Data: 13 de agosto de 2026

Árbitro: Sander van der Eijk

Hearts: Reus; Altena, McEntee (Kamara, 84′), McCart, Findlay; Miller (Kerjota, 75′), Renaud (Magnussón, 64′), Spittal, Guendouz (Wilson, 75′); Cláudio Braga (Kabouré, 75′) e Mcpake.
Treinador: W. Vrancken

Benfica: Samuel Soares; Dedic, Lenglet (Tomás Araújo, 46′), Manu Silva, José Neto; Enzo Barrenechea (Prestianni, 64′), Rios, Sudakov (Barreiro, 64′); Lukebakio (Rafa Silva, 80′), Durán e Schjelderup (Kaminski, 80′).
Treinador: Marco Silva

Golos: Tómas Magnússon (77′); Lukebakio (79′).

Ação Disciplinar: Amarelo para Cláudio Braga (34′)


O empate do Benfica em Edimburgo, frente ao Hearts, serviu assim para cumprir calendário e dar experiência a jogadores que precisam de minutos, mas deixou a convicção de que há muito trabalho pela frente para os comandados de Marco Silva. A equipa continua a demonstrar as mesmas fragilidades nos sectores-chave, com uma defesa que não transmite segurança e um ataque que desperdiça demasiado, ficando o consolo para o técnico de ter conseguido rodar o plantel e de ter visto alguns jogadores em contexto competitivo, como o próprio admitiu. Ainda assim, o treinador da turma das águias terá ficado com a certeza também de que o grupo de trabalho às suas ordens precisa de evoluir rapidamente para enfrentar desafios maiores, com a certeza de que esses desafios estão aí já ao virar da esquina no próximo relvado, nomeadamente nos jogos da I Liga.

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