Há treze anos que o Miradouro do Arco da Rua Augusta deixou de ser apenas um postal ilustrado da Baixa lisboeta para se tornar num espaço acessível a quem visita a capital. Durante mais de um século, o monumento impressionou pela imponência, mas permaneceu fechado, como que guardando para si as histórias da reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Foi em 2013 que essa barreira caiu, e desde então é possível subir ao topo e ver Lisboa de uma altura que poucos imaginavam.
Para celebrar esta data, o Lisboa Story Centre organiza, no próximo dia 9 de agosto, um conjunto de visitas guiadas especiais. São três sessões – duas em português (às 10h30 e às 15h30) e uma em inglês (às 17h00) – com duração prevista de 45 minutos. Durante o percurso, os participantes são convidados a olhar para o arco com outros olhos: perceber o que significa a inscrição em latim “As Virtudes dos Maiores”, reparar nos detalhes das esculturas de Célestin Anatole Calmels – onde a Glória coroa o Génio e o Valor – e conhecer as figuras históricas que Victor Bastos imortalizou na fachada, do Marquês de Pombal a Viriato, passando por Vasco da Gama e Nuno Álvares Pereira.

O ponto alto chega no final, quando o miradouro revela uma vista de 360 graus sobre a Baixa Pombalina, o Tejo, o Castelo de São Jorge e outros marcos da cidade. É ali, lá em cima, que se entende melhor porque é que este arco continua a ser um dos grandes símbolos da resiliência lisboeta – uma porta de entrada simbólica para a Lisboa que renasceu das cinzas.
Neste dia especial, o valor do bilhete (5 euros) inclui a visita guiada, sem custos adicionais. As inscrições são obrigatórias, sujeitas a lotação (mínimo de 8 e máximo de 20 pessoas por grupo), e devem ser feitas através do email info@lisboastorycentre.pt. O monumento está aberto todos os dias, das 10h00 às 19h00, com última subida às 17h45, e a sua gestão está a cargo do Lisboa Story Centre, sob a alçada da Associação Turismo de Lisboa.

Tem assim ao seu dispor uma boa oportunidade para redescobrir a cidade a partir de um dos seus mirantes mais emblemáticos – e ainda levar para casa um bocadinho da história que poucos conhecem.









