No coração da capital, no icónico Centro Comercial Martim Moniz, o restaurante Kin Martim Moniz tem uma renovada proposta gastronómica. Lançada a 17 de fevereiro para celebrar o Ano Novo Chinês e a entrada no Ano do Cavalo de Fogo Yang, a nova carta veio para ficar, consolidando este espaço como uma referência da cozinha asiática em Lisboa.
Um Dragão com saudades do passado
Para conhecer as propostas deste espaço também o LusoNotícias aceitou o convuite de subir ao sexto piso do Centro Comercial Martim Moniz, embarcando numa espécie de viagem a dois tempos. A decoração do KIN é, por si só, uma atração.







Dominada por um imponente dragão que serpenteia pelo teto — uma peça com cerca de 30 metros que tem permanecido no espaço ao longo dos anos e das gerências — a sala envolve os comensais numa atmosfera que mistura o Oriente tradicional com a cultura pop ocidental.
Lojas de conveniência asiáticas, lanternas e ilustrações dão o mote, mas é a zona dos videogames que rouba a atenção. Neste canto nostálgico, é possível encontrar clássicos como Pac-Man e Space Invaders, criando um contraste único entre a sofisticação dos cocktails e a descontração das consolas retro. Esta fusão entre a tradição asiática e a memória afetiva dos anos 80 faz do KIN muito mais do que um simples restaurante.
A viagem gastronómica: partilha e sabor
A nova carta assenta num conceito de partilha, convidando os clientes a provar o melhor da cozinha de rua e dos clássicos orientais. Com uma pontuação de 9.0 em 10 na qualidade da comida segundo a plataforma TheFork, o menu aposta em ingredientes frescos e combinações ousadas.




Entradas e Petiscos:
A pensar nos vegetarianos, a aposta recai nas novas Gyosas Vegetarianas (6€), recheadas com mix de vegetais, kimchi e soja, e nas Chamuças Vegetarianas (6€), que levam tofu e pasta de caril vermelho e que, garantimos, estavam óptimas.
Para os mais clássicos, o Spring Roll de Frango (7,5€) e o Frango Popcorn com sweet chilli (8,5€) são opções indulgentes que prometem aquecer o paladar.
Os Pratos Principais:
O frango é a estrela da renovação, com destaque para a Salada de Frango Katsu (14,5€), que contrasta a crocância do frango panado com a frescura dos vegetais e a profundidade do molho miso.
A oferta inclui ainda pratos de conforto como o Wanton de porco e camarão (15,5€) servido em caldo de frango e soja, e o Sake No Teriyaki (17,5€). Sem esquecer os clássicos que nunca saem de moda: o indonésio Nasi Goreng, o tailandês Pad Thai e o aromático Caril (com preços entre 15€ e 17€).








Sobremesas:
A refeição termina com um final criativo: o irreverente Tiramisù de Matcha (5,5€) e a Mousse de Chocolate Negro (5,5€), que equilibram a doçura ocidental com a tradição oriental.
Bebidas, preço médio e informações práticas
A experiência no Kin vai além da comida. O bar apresenta uma nova seleção de cocktails que merece uma pausa. Para os mais aventureiros, o Oichi Misu (11€) combina Soju de uva com gin e maracujá, enquanto o Shirota Asian (9€) aposta numa infusão de chá verde com vodka. Para quem prefere opções sem álcool, o Sunshine (6€) é uma explosão cítrica de laranja, toranja e yuzu.
Com uma classificação geral de 9.2/10 em mais de 1900 avaliações , o Kin apresenta uma relação qualidade-preço justa para a cidade de Lisboa, sendo possível fazer uma refeição completa (entrada, prato e bebida) por cerca de 25 a 35 euros por pessoa. Fica uma chamada de atenção para algumas propostas em que o picante é uma presença incontornável, algo afinal compreensível se pensarmos que estamos a falar da cozinha asiática em que dos fracos não reza (muito) a história.








O Kin Martim Moniz está localizado no Piso 6 do Centro Comercial Martim Moniz. Atualmente, funciona de segunda-feira a sábado, das 19h30 às 00h00. Devido à sua localização num centro comercial com acesso menos óbvio, é recomendado utilizar os elevadores para chegar ao sexto piso. As reservas podem ser feitas através do telefone 21 588 1322 ou das plataformas The Fork e Google.
Sugestão final: não saia sem pedir o bolo da sorte
Antes de deixar o Kin Martim Moniz, há um ritual que não deve ignorar: peça o bolo da sorte. Mais do que um simples doce de amêndoa com recheio de açúcar e baunilha, este pequeno biscoito — de origem japonesa e não chinesa, ao contrário do que muitos pensam — guarda no seu interior uma mensagem que funciona como um prenúncio, um conselho ou uma profecia bem-disposta para os dias que se seguem.






No Kin, este gesto simples transforma-se num momento de partilha e curiosidade. Abrir o biscoito, ler em voz alta a frase e comentá-la à mesa é uma tradição que remete para a ideia asiática de que o futuro se constrói também com pequenos sinais. E quem sabe? A sorte pode estar mesmo ali, dentro desse invólucro estaladiço.
Dica extra: Peça um bolo para cada elemento da mesa. Comparem as mensagens. E guardem-nas — nunca se sabe quando um “encontrará uma surpresa inesperada” ou “um velho amigo baterá à porta” se tornará realidade.



Para o autor desta reportagem a mensagem do bolo da sorte foi clara: “Tu tens uma mente ativa e uma imaginação fértil”. Queremos acreditar que sim!









