Ajax-SLB-17

Benfica respira com vitória heróica em Amesterdão

Naquela que foi uma noite de grande resiliência, o Benfica conquistou a sua primeira vitória na Liga dos Campeões da presente época ao vencer o Ajax por 2-0, em jogo disputado esta terça-feira na Johan Cruijff Arena. Num encontro da quinta jornada da fase de liga, os encarnados mostraram personalidade, sofreram, mas souberam fechar os caminhos para a sua baliza, com os golos a serem marcados por Samuel Dahl, logo aos 6 minutos, e Leandro Barreiro, já nos descontos.

Depois de quatro derrotas em outros tantos jogos desta competição, o triunfo no terreno do Ajax deixa o Benfica ainda com sonho de progredir na competição, agora com três pontos, saltando para a 28.ª posição. O Ajax, por seu turno, permanece no fundo da tabela transportando a lanterna vermelha da competição, sendo agora a única formação que não tem ainda qualquer ponto somado.

Do arranque fulminante
à resistência a meio-campo

A equipa de José Mourinho entrou no jogo com uma determinação feroz. Logo aos 6 minutos, uma jogada de bola parada ditou o primeiro golo da noite. Sudakov cobrou um canto da direita, Richard Ríos cabeceou com perigo e, na sobra, Samuel Dahl apareceu como um relâmpago para, de pé direito, disparar um míssil ao ângulo superior da baliza do guardião Vitezslav Jaros. Era o golo perfeito para um arranque perfeito.

Adiantando-se no marcador, o Benfica naturalmente reduziu o ritmo, permitindo que o Ajax, pressionado pela sua situação desesperadora, assumisse a posse de bola. A equipa da casa começou a criar oportunidades de perigo. O jovem extremo belga Bounida, numa exibição animada, ameaçou com um “slalom” pela direita, e o médio Davy Klaassen esteve perto do empate, mas viu o remate ser defendido de forma magnífica por Anatoly Trubin. Ainda nos descontos da primeira parte, Mika Godts assustou os encarnados com um remate colocado que passou rente ao poste.

Segunda parte para sofredores
termina com golo libertador

O regresso aos relvados confirmou o que o final da primeira parte antecipara: o Ajax saíra transformado. A equipa neerlandesa saiu em turbilhão, criando duas oportunidades claríssimas nos primeiros minutos. Novamente Klaassen, desta vez perante Trubin, falhou de forma incompreensível, mandando a bola ao lado. A pressão do Ajax era intensa e constante, obrigando o Benfica a defender e a mostrar toda a sua capacidade de sofrimento.

Encolhido no seu meio-campo, o Benfica respirava através de contra-ataques rápidos. Aursnes e Dedic estiveram perto de marcar num desses rasgos, mas foram travados por Jaros. Do outro lado, a figura de Trubin tornava-se gigante. O guardião ucraniano fez uma série de intervenções decisivas, incluindo uma defesa de grande nível para negar o golo a Oscar Gloukh, que entrara poucos minutos antes na partida para refrescar a equipa do Ajax. O Benfica, às ordens de Mourinho, mostrava inteligência tática, capacidade de resistência, e fechava os espaços sofrendo em bloco.

Quando o empate parecia uma questão de tempo, e já aos 90 minutos, veio o lance libertador. Numa transição rápida e letal, Fredrik Aursnes ofereceu um passe milimétrico a Leandro Barreiro, que entrou na área como um foguete e, sem hesitar, desferiu um remate incontestável para as redes, selando o resultado final. Foi o golo que confirmou a vitória e a enorme resiliência da equipa portuguesa.

Dahl foi o Homem do Jogo,
mas Barreiro sentenciou

No final da partida, os heróis da noite não escondiam a satisfação pela conquista dos primeiros três pontos na prova. Samuel Dahl, eleito o Melhor Jogador em Campo, afirmou: “Sinto-me muito feliz. Foi um grande esforço da equipa. Sofremos um pouco, claro, jogámos contra uma boa equipa, mas o mais importante é que vencemos os três pontos, e ainda estamos vivos na competição.”

Já Leandro Barreiro, autor do golo que matou o jogo, partilhou a mesma sensação de alívio: “Começámos muito bem o jogo e depois tivemos uma fase mais complicada. Marcar o segundo golo no fim do jogo ajudou-nos muito.”

Num jogo em que Manu pôde regressar aos relvados depois de uma grave lesão e em que Rodrigo Rêgo somou a sua primeira presença em jogos de Champions, esta vitória permite ao Benfica saltar do zero para três pontos, mantendo-se na luta por um lugar nos play-offs que decidem o acesso aos oitavos de final da competição. O caminho continua árduo, mas o triunfo em Amesterdão devolveu confiança e moral a uma equipa que mostrou ter ainda a quantidade de fibra necessária para os combates da elite europeia. O sonho encarnado continua vivo.

texto: Jorge Reis
fotos: ©X (Twitter)

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