Num jogo em que o Famalicão foi a primeira equipa a marcar, abrindo o marcador com um golo na baliza à guarda de João Virgínia – Rui Silva encontra-se a recuperar de lesão –, logo aos 17 minutos apontado por Gustavo Sá, o Sporting manteve a sua estratégia, conseguiu dar a volta ao resultado e, com dois golos, o primeiro aos 22 minutos, por Pote, e o segundo na etapa complementar, ao minuto 65’, por Luis Suárez, garantiu a vitória a consequente conquista dos três pontos numa difícil deslocação a partir de Alvalade até ao terreno da formação famalicense.
À beira do intervalo, ao minuto 45’+05’, com o marcador a assinalar um empate a um golo, o Sporting poderia ter ficado reduzido a 10 unidades, depois de um lance em que Gonçalo Inácio colocou o cotovelo de forma grosseira no pescoço de Gustavo Sá, num lance em que o jogador leonino deveria ter visto um cartão amarelo que seria o segundo e o consequente vermelho. António Nobre, o árbitro que dirigiu esta partida, nada assinalou, deixando passar em claro um lance claramente “amarelo”, naquele que acabaria por ser o único erro de arbitragem mas que viria a revelar importante para a forma como se escreveu a história do resultado final favorável aos leões no relvado famalicense.
Antes, e desde logo à partida para este jogo, com o Sporting conhecedor de que o Benfica tinha perdido pontos na presente jornada ao invés do que aconteceu com o FC Porto, que somou mais um triunfo, os pupilos às ordens de Rui Borges tinham pela frente uma equipa que vinha somando bons resultados, nomeadamente três vitória e um empate e sem qualquer golo sofrido. Este percurso conseguido pelo Famalicão obrigava assim o Sporting a cuidados especiais, pela consciência de que não seria tarefa fácil vencer ou sequer pontuar no relvado famalicense, e se esta convicção terá existido entre os sportinguistas, ela mais forte ficou quando, aos 17 minutos, Gustavo Sá abriu a contagem com um golo em que apareceu ao segundo poste para a finalização depois de um corte incompleto de Francisco Trincão.





O Famalicão entrou assim melhor no jogo, perante um Sporting em que Rui Borges se viu obrigado a duas alterações devido a lesões, apostando desta feita em João Virgínia e Quenda fruto das lesões de Rui Silva e Geny Catamo, tendo jogado também como titular o grego Vagiannidis relegando para o banco Fresneda. Quanto a outras opções de Rui Borges, as apostas foram feitas em Debast, Gonçalo Inácio e Ricardo Mangas na defesa, ainda Hjulmand e Kochorashvili no meio-campo, surgindo depois Trincão e Pote que, com Quenda, preencheram a linha ofensiva atrás do ponta-de-lança Luis Suárez.
Gustavo Sá abriu a contagem
na baliza à guarda de João Virgínia
Do lado do Famalicão, o técnico Hugo Oliveira apresentou a sua equipa no mesmo esquema táctico dos leões, com o guarda-redes Carevic, uma linha de quatro defesas formada por Rodrigo Pinho, Ibrahima Ba, Justin de Haas e Pedro Bondo, ainda dois elementos no “miolo” – Mathias Amorim e Marcos Peña –, surgindo depois Gil Dias, Gustavo Sá e Sorriso atrás de Elisor, um “onze” que viu as suas pretensões dar frutos no minuto 17 quando Gustavo Sá abriu o marcador.
Certo é que, mesmo em desvantagem, o Sporting não abanou, manteve o seu jogo, e não tardou até repor a igualdade, isto porque cinco minutos passados sobre o golo famalicense a turma de Alvalade repôs a igualdade, com um golo de Pedro Gonçalves. Quenda, que já antes tentara bater o guarda-redes do Famalicão, apostou desta feita numa assistência para Pote que, em frente a Carevic, rematou em trivela com o pé direito levando a bola a passar por baixo das pernas do guarda-redes montenegrino do Famalicão.



Reposta a igualdade, o Sporting pôde tranquilizar o seu jogo, perante um Famalicão que procurou sempre jogar de igual para igual, mantendo sempre em alerta o sector mais recuado da turma leonina, nomeadamente o guarda-redes João Virgínia nesta partida promovido a titular nos postes da baliza da turma bicampeã nacional. Ao minuto 31’ Francisco Trincão enviou a bola aos ferros da baliza do Famalicão, oito minutos depois Luis Suárez colcou a bola no fundo das redes da baliza famalicense, mas estava em posição irregular, pelo que o golo foi anulado, e já na compensação do primeiro tempo foi a vez de Justin de Haas falhar um cabeceamento para golo quando apareceu sozinho a responder a um cruzamento de Gil Dias.
Inácio escapou à expulsão
por acumulação de amarelos
Antes mesmo do primeiro tempo terminar Gonçalo Inácio escapou à expulsão, depois de António Nobre ter ignorado uma carga sobre Gustavo Sá em que o central do Sporting atingiu o jogador do Famalicão com o cotovelo na garganta. Num lance em que o VAR não poderia intervir, já que era um lance fora da área e apenas punível com um cartão amarelo, a importância da falha do árbitro acabou por ser ainda assim grande já que o defesa leonino já tinha visto um amarelo, pelo que se tivesse visto aqui o amarelo que se impunha teria sido o segundo e o Sporting ficaria a jogar com 10 unidades para o segundo tempo.







António Nobre nada assinalou, apitou pouco depois para o intervalo, e as duas equipas voltariam pouco depois para a etapa complementar da partida com os mesmos onzes com que iniciaram o jogo. Acabou assim por ser o Sporting a entrar melhor no jogo após o descanso, Quenda enviou uma bola ao ferro da baliza do Famalicão depois de um cruzamento de Mangas, e pouco depois, na sequência de um lance conduzido por Pedro Gonçalves, a bola chegou até Luis Suárez que depois de um jogo pela sua seleção em que apontou quatro golos, fez, também aqui para a I Liga, o seu golo, ao minuto 65’, concretizando a cambalhota no marcador para o Sporting que passou para a frente do marcador por 2-1.
Rui Borges apostou então em Maxi Araújo por troca com Mangas, mas também em Ioannidis para a saída de Kochorashvili, refrescando a capacidade ofensiva leonina perante um Famalicão que tinha agora que correr atrás do prejuízo. Consciente disso mesmo, o técnico Hugo Oliveira chamou ao jogo Van de Looi e Joujou, para os lugares de Marco Peña e Pedro Bondo, mudanças que não trouxeram grandes alterações à forma de jogar do Famalicão, mantendo-se o Sporting por cima no jogo.
Sorriso e Esilor eram por esta altura os elementos mais produtivos na equipa da casa, do banco entraram, entretanto, Pedro Santos e Zabiri, para os lugares de Gustavo Sá e Esilor, entrando mais tarde Abubakar, respondendo Rui Borges, do lado do Sporting, com as apostas em Alisson e João Simões, tendo este respondido muito bem nos poucos minutos em que esteve em campo, nomeadamente com um apontamento já no período de compensação em que obrigou Carevic a uma enorme defesa.






A verdade é que, apesar das mudanças impostas pelos dois treinadores, o resultado não sofreu alterações, acabando o Sporting por garantir um triunfo justo e os consequentes três pontos, podendo agora avançar para a preparação do primeiro jogo da fase de liga da Liga dos Campeões, na próxima quinta-feira, em Alvalade frente ao Kairat Almaty. Pedro Gonçalves foi o homem do jogo, mas notas positivas também para Luis Suárez, Debast e Trincão.
Já o Famalicão, depois desta primeira derrota no presente campeonato, terá que apontar baterias ao jogo da sexta jornada, a realizar no domingo, dia 21, em Rio Maior frente ao Casa Pia, saindo por cima deste jogo, apesar da derrota, elementos como Sorriso ou Gustavo Sá, os dois melhores elementos em campo na equipa famalicense.









