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Em jogo de “Lendas” Portugal goleia o resto do Mundo

Num embate entre Lendas do futebol português e jogadores com igual estatuto mas oriundos do futebol internacional a partir dos quatro cantos do Mundo, um evento de solidariedade – Legends Charity Game – realizado com o objectivo de angariar fundos para a Cruz Vermelha, que irá ajudar a Ucrânia e outras causas globais, Portugal venceu por 4-1 a formação de estrelas estrangeiras com golos de Pauleta, Hélder Postiga, Figo e Pepe, tendo a formação “visitante” conseguido o seu golo por intermédio de Michael Owen.

Do lado de Portugal, e envergando o equipamento com as cores lusas e as Quinas de Portugal ao peito, juntaram-se juntam craques como Luís Figo, Vítor Baía, Ricardo Carvalho, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Maniche, Quaresma e Nani, mas também Eliseu, Jorge Andrade, Postiga, Beto Pimparel, Tiago Mendes, Dani, Simão Sabrosa, Nuno Gomes ou Bosingwa, todos eles às ordens do “treinador” Costinha e ainda bem capazes de avivar a memória dos amantes do futebol português das últimas décadas, lembrando os seus inúmeros títulos nacionais e internacionais.

Do outro lado, igualmente com currículos invejáveis pelas conquistas de troféus ao mais alto nível, outros nomes igualmente lendários, como Van Der Sar, Petr Cech, Materazzi, Puyol, John Terry, Kaká, Djorkaeff, Karembeu, Mendieta, Balakov, Hagi, Karagounis, Hamsik, Del Piero, Michel Owen, Saviola e Stoichkov, entraram em campo em Alvalade orientados por Roberto Carlos, o defesa lateral do Real Madrid ainda hoje recordado pelo seu verdadeiro pontapé canhão. O pugilista ucraniano Oleksandr Usyk também participou no jogo, para surpresa de todos.

Como objectivo de se conseguir um milhão de euros para a Cruz Vermelha, o enorme propósito na base deste evento, avançou-se para um jogo no qual, mesmo sendo “a feijões”, houve quem não quisesse alinhar em brincadeiras e tudo fez para ganhar o jogo. Entre os mais “sérios” neste objectivo esteve Luís Figo, sobre o qual o antigo internacional brasileiro Roberto Carlos dizia a determinada altura que “o Figo não sabe brincar!”

E porque quem sabe não esquece, o jogo permitiu ver muita diversão mas também qualidade futebolística, mesmo que neste ou naquele lendário jogador tenha sido evidente alguns quilos a mais e muito treino a menos.

Os lendários de Portugal, sob as ordens do “ministro” Costinha, acabaram por golear os lendários do resto do Mundo, liderados por Roberto Carlos, uma vitória lusa por 4-1 confirmada pelo árbitro Artur Soares Dias e em que as a tirar partido da frescura de jogadores como Fábio Coentrão, ele que com 37 anos foi o elemento mais novo dentro das quatro linhas, ou ainda Quaresma, com as trivelas e os passes de letra a servir o Bola de Ouro Luís Figo.

Eliseu, jogador que terá deixado a sua Vespa no parque de estacionamento do Estádio de Alvalade, assinou alguns passes teleguiados, nomeadamente aquele que levou a bola até à cabeça de Pepe para o quarto golo de Portugal.

Referência ainda a Jorge Andrade que, com um porte físico impressionante, conseguiu impor a sua presença quando foi preciso tapar os caminhos para a baliza de Portugal, onde Vítor Baía brilhou em vários lances, nomeadamente ao assinar uma defesa em voo que ficou na retina. E quando Baía recolheu ao banco de suplentes, Beto Pimparel respondeu a preceito, tendo mesmo defendido um penálti.

No final, quem assistiu a este encontro de “Lendas” terá dado o seu tempo por bem empregue, depois assistir a um jogo com cinco golos onde foi possível recuar no tempo até uma altura em que tudo era menos mediático e porventura um pouco mais tranquilo.

Luís Figo foi o homem do jogo e todos os demais puderam deixar a sua marca a partir do relvado para quem assistiu ao jogo pela forma descontraída mas com empenho como apareceram no Estádio de Alvalade. Alguns craques ainda teriam lugar em muitas equipas actuais mas isso, afinal, será motivo de discussão para os adeptos dos diferentes clubes.

O jogo foi um verdadeiro espetáculo, com momentos de grande diversão e nostalgia, mostrando que o talento e a paixão pelo futebol se mantêm intactos, mesmo anos depois de se pendurarem as botas. E no final, como disseram vários intervenientes, quem mais ganhou foi a solidariedade.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

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